segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Sofrimento de vítimas de racismo se assemelha a vivência de situações traumáticas


Sofrimento de vítimas de racismo se assemelha a vivência de situações traumáticas

Um estudo realizado sobre a saúde de adultos negros nos EUA chegou à conclusão de que as consequências do racismo sobre o bem-estar destas pessoas são comparáveis aos efeitos gerados em indivíduos que passaram por grandes situações traumáticas.

Foi realizada uma análise de 66 pesquisas anteriores, que incluiram um total de mais de 18.000 adultos negros. A partir dos dados encontrados, verificou-se que a somatização (aflição psicológica que se expressa como dor física), a sensibilidade interpessoal e a ansiedade são respostas comuns tanto ao racismo quanto ao trauma. Pessoas que foram vítimas de racismo têm também maiores possibilidades de relatarem sofrimento mental no decorrer de suas vidas.

Os pesquisadores sugeriram que o fator: ligação entre saúde mental e racismo poderia contribuir para o entendimento das grandes disparidades da saúde física entre negros e outros americanos de diferentes etnias. O racismo acaba afetando diretamente a saúde destes sujeitos.

"As relações entre o racismo percebido e auto-relatados seguidos de depressão e ansiedade são bem constantes, proporcionando um lembrete de que as experiências de ser vítima do racismo podem desempenhar um papel importante no fenômeno da disparidade da saúde" disse o principal autor do estudo, Alex Pieterse da Universidade de Albany (NY), em uma nota de imprensa para a Associação de Psicologia Americana (APA). Ele complementa: "Por exemplo, afro-americanos têm taxas mais altas de hipertensão, uma condição séria que tem sido associada com o estresse e a depressão".

Os pesquisadores salientam que os terapeutas de pessoas negras devem estar atentos à essas questões, sempre avaliando as situações pelas quais seus pacientes passam. O estudo foi publicado online no Journal of Counseling Psychology.

É importante considerar, portanto, os grandes efeitos que o racismo causa na saúde física e mental das pessoas. Fiz uma pesquisa bem rápida no Google para ver se achava algo referente ao Brasil, encontrei alguns materiais que mostravam grandes disparidades entre a população negra e a branca. No entanto, eram dados de 10 anos atrás, queria saber mais sobre a situação atual pra colocar aqui.

Mas com certeza, é possível ver como o racismo afeta a saúde da população negra, seja vivenciando situações explícitas de racismo, seja no preconceito por trás do atendimento fornecido aos sujeitos negros, seja na manifestação social do racismo através das desigualdades sociais. Superar o racismo também uma questão de saúde pública.

Referência: http://gabriele-albuquerque.blogspot.com.br/2011/11/sofrimento-de-vitimas-de-racismo-se.html

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

CAPS DE FARIAS BRITO FOI SELECIONADO EM PROJETOS OFERECIDOS PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE


CAPS DE FARIAS BRITO FOI SELECIONADO EM PROJETOS OFERECIDOS PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE


                                     

O ministério da Saúde , buscando a efetivação da Reforma Psiquiátrica no Páis, está sempre pulicando editais para seleção de projetos voltados para a melhoria da atenção a Saúde Mental, àlcool e outras drogas, os quais oferecem recursos financeiros para ampliação e melhorias dos serviços que oferecem assistência ao portador de sofrimento mental. O CAPS de Farias Brito, sempre preocupado em melhorar a qualidade dos seus serviços e ajudar o município no tocante a qualidade de saúde mental da população, procura sempre participar desses processos seletivos. Em outubro e novembro de 2012 foi selecionado em dois projetos: Reabilitação Psicossocia, com o projeto Vida, Cultura e Arte e Refinanciamento da Supervisão Clínico Insticional. Confira nos links abaixo:

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/result_iiichamada.pdf

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/Projetos_Selecionados_para_Refinanciamento_final.pdf

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O Caps pelo Brasil afora!!!


Ver mais de Saúde Mental (3)
Ver mais de Saúde Mental (3)



É a hora de Jajá!

"NÓS SOMOS CAPS I, NÓS NÃO SOMOS QUALQUER UM!" Jajá





Nós funcionários do CAPS I, na localidade de ponto de  Cacimbas, solicitamos para que respeite nossos usuários pois estamos aqui de braços abertos esperando todos. Temos a honra de comunicar-lhes que o CAPS tem a função de tratar de pessoas com problemas psiquiátricos e também nós estamos de braços abertos esperando todos para que essas criaturinhas tão sofridas por terem um probleminha psiquiátrico não vá até a loucura, internando em hospitais. 
Por favor, não rejeitem uma pessoa que veio ao mundo com um pequeno problema, pois eles são especiais para Deus e para nós. Querido pais, amem seus filhos especiais com o mesmo amor que Jesus tem por nós. Eu brigo por causa de criança especial, defendendo também o portador de necessidades especiais. 

OBS.: Por favor, a Jajá está esperando de braços abertos também sua cara-metade. Tem que ser homem de 60 a 75 anos que queira assumir um compromisso sério levando-a até ao altar. Ela avisa: a fila anda, a catraca gira, se sentir saudades, terá que ir pro final da fila! Jajá agradece aquele colírio que levá-la até o altar.   

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Dependência Química, Toxicomanias, Drogas

A questão do uso e abuso de substancias psicoativas é cada vez mais comum e recorrente na contemporaneidade - há muita oferta e muita procura.
Isto tanto das chamadas drogas legais, como alcool, cigarro e psicofarmacos, como das drogas ilegais, como Maconha, Cocaina, LSD, Crack, Heroina e outros.
Muitos falam de um uso "social" tanto de alcool, como de substancias "leves" como a maconha. Mas será que realmente existe um uso "ocasional" deste tipo de substancias?
Sim, sabemos que este termo é de uso recorrente em nossa linguagem, mas isto de certa forma banaliza um fato diferente: "estou precisando de estimulantes ou relaxantes quimicos para estar neste meio social.""esta substancia é minha apresentação e bilhete de entrada neste meio" "preciso de algo para suportar e lidar com esta situação"...
Em consultorios clinicos vemos cada vez mais o uso aleatório ou continuo de um ou mais substancias causadoras a medio-longo prazo de dependencia que cada vez mais se tornam ingredientes necessarios para suportar o dia-a-dia. Suportar o trabalho, os colegas de trabalho, a familia, os amigos, a balada, os rituais de conquista, as dificuldades, as frustrações, o sexo...
É de fundamental importancia perguntarmos, em cada caso singular: Qual é o lugar que esta droga ocupa? O que ela representa para este usuário e para o contexto no qual este se encontra?



Selecionou-se um texto da colega Verônica Barrozo do Amaral, que aborda de maneira pontual a questão da dependencia quimica:

Por que a Dependencia Quimica é uma Droga?    


Jornal do Brasil - Verônica Barrozo do Amaral
Há 6.000 anos já se fabricava cerveja na Mesopotâmia. Há 3.000 anos os sumérios cultivavam papoulas e fabricavam ópio. Desde que existe o álcool, existe o alcoolismo. Desde que existem drogas alteradoras do humor, existem os dependentes químicos.
Considerada durante milênios como fraqueza de caráter, a dependência química só foi reconhecida como doença na década de 1960. Primeiro, a Organização Mundial de Saúde definiu o alcoolismo como doença e logo depois estendeu esta classificação às outras drogas que alteram o humor.
Reconhecida como doença primária, não depende e não é consequência de outras doenças; ao contrário, o uso abusivo de álcool ou de drogas é que causa outras doenças. É uma doença que afeta o físico, o estado mental e as emoções. É crônica, progressiva e de terminação fatal, o que significa que se não for tratada causa a morte do indivíduo. Ocorre no mundo todo, geralmente numa taxa de mais ou menos 15% da população.
Por muito tempo o fator hereditário foi considerado o principal desencadeador, entre outros, dessa doença, mas hoje sabe-se que álcool, calmantes,drogas tradicionais e todas as novas drogas sintéticas que não param de aparecer precisam somente de quantidade e tempo de uso para que seja desenvolvida a dependência delas.
A sociedade geralmente faz uma grande diferença entre o alcoolismo e a dependência de outras drogas, legais e ilegais, mas a doença é a mesma, desenvolve-se do mesmo jeito, com os mesmos prejuízos sociais, familiares, emocionais e mentais, não importando qual o tipo de droga usada (sim, álcool é droga também). As poucas diferenças ocorrem na velocidade que a droga leva para causar prejuízos físicos e mentais, sendo que com o tempo todos os sistemas são afetados, assim como as relações familiares, sociais e de trabalho.
Mas, como é que decidiram então ser o consumo de drogas uma doença? Certamente não é só o médico ou o terapeuta olhar para o indivíduo e, pelo seu jeitão, concluir que é um dependente. Há critérios para o diagnóstico. É a ocorrência de pelo menos três destes sintomas, nos últimos doze meses, que determina se alguém sofre de dependência química ou não. Estes são os critérios listados pela Classificação Internacional de Doenças (CID), e valem eles para todo mundo, no mundo inteiro.
1. Um desejo forte ou senso de compulsão para consumir a droga.
2. Dificuldades em controlar o consumo da droga em termos de quando vai começar, quando vai terminar e de quanto vai usar.
3. Desejo persistente ou tentativa fracassada de diminuir o uso.
4. Tolerância: é a necessidade que a pessoa experimenta de aumentar cada vez mais a quantidade de drogas para obter o mesmo efeito.
5. Crise de abstinência: ocorre quando o uso é suspenso, ocorrendo então sintomas como tremor, ansiedade, irritabilidade e insônia.
6. Abandono progressivo de outras atividades. A pessoa passa a gastar boa parte do seu tempo na busca e no consumo das drogas e também para se recuperar de seus efeitos.
7. Apesar dos claros prejuízos físicos e psicológicos decorrentes do uso da droga, a pessoa persiste no uso.
Assim como a doença causada pelo abuso de drogas é a mesma, não importando qual a droga usada, o tratamento também segue o mesmo caminho. Existem alguns tipos de tratamentos, sendo o que utiliza uma grande quantidade de informação sobre a doença e sobre os efeitos emocionais da perda de controle do uso aliada a uma radical mudança de comportamento é o que mais alcança sucesso. Seja um dependente de álcool, de calmantes ou de crack, todos vão necessitar de abstinência, conscientização da doença e mudança de estilo de vida. A ajuda e o tratamento da família, que também é afetada, é muito importante para que se consiga alcançar sucesso.
Verônica Barrozo do Amaral é terapeuta e conselheira em dependência química na clínica Solar Day Care, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio